quinta-feira, setembro 27, 2007

The Animals - When I was Young

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Formada em 1964 na cidade de NewCastle, os "Animals" foram, juntamente com Beatles, Stones, Kinks e outros tantos, protagonistas da chamada "invasão britânica", quando o Rock Inglês difundiu-se por todo o mundo, marcando fortemente o rumo da música popular do século XX, abrindo caminho para Pink Floyd, Queen, Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, ELP, Genesis, Yes, etc...

"The animals" tinham, além de Eric Burdon (vocais), Alan Price (órgão), Hilton Valentine (guitarra), John Steel (bateria) e Bryan Chandler (baixo). O som era fortemente marcado pelo Rythm and Blues.

Essa banda acabou em 1967. Foram quatro, porém marcantes anos. Sempre inquieto, Eric Burdon formou no mesmo ano "Eric Burdon & the Animals", que duraria mais três anos (até 1970). Consideram-se bandas diferentes, porém, ou ao menos gerações diferentes da mesma banda. Trata-se, a partir de então, do chamado "Rock Psicodélico", irmão gêmeo do Sgt Peppers dos Beatles, do "Their Satanic Magesties..." dos Stones e do "The piper at the gates of Dawn" do Pink Floyd, que estava estreando.

Dentre as músicas dessa época está a clássica "When I was young" (1967) que transmite em poucas palavras, mas com pungente veracidade, uma reflexão acerca da fraqueza de vontade, da perda da fé nas coisas e do conformismo. E dá o que pensar. O que mais vale? Viver intensamente, sofrer mais, amar mais, rir mais alto, acreditar no ser humano e no novo, no desejo de transformação que caracteriza a juventude? Ou perder a fé abdicando de tudo o que é intenso, de querer mudar o mundo? Porque conformar-se com as coisas como são pode evitar maiores sofrimentos. Em tempos de culto à juventude, talvez sejamos mais velhos do que pensamos.

...

When I Was Young

The rooms were so much colder then
My father was a soldier then
And times were very hard
When I was young

I smoked my first cigarette at ten
And for girls, I had a bad yen
And I had quite a ball
When I was young

When I was young, it was more important
Pain more painful
Laughter much louder
When I was young

I met my first love at thirteen
She was brown and I was pretty green
And I learned quite a lot when I was young
When I was young

When I was young,
IT WAS MORE IMPORTANT
Pain more painful
Laughter much louder
When I was young

My faith was so much stronger then
I believed in fellow men
And I was so much older then
When I was young

quarta-feira, setembro 19, 2007

V - A eterna criança


Nos quatro cantos do mundo
O sorriso largo e profundo
De quem sempre foi criança
E muda o jogo e a dança
Conforme o dia e a hora

Constrasta com gentes inquietas
De sonhos e vidas repletas
De raiva, inveja e desgosto
Por tudo que lhes é imposto
O mundo que lhes devora

...

IV - O eterno retorno nietzscheano

...

Gira a roda da carruagem da vida
Na sua tranquila eternidade
Lançando a lama e as pedras
Vivas à fertilidade

E morre o que não pode viver
E vive o que é belo
E fica o que é vivo
O que será vida
Sempre mais bela
Sempre mais viva

Infeliz do que se angustia,
ou de quem, no final das contas,
não ama a vida?
Ainda tão bela
Ainda tão viva?

Amo a inquietação,
para que sejam os respingos da lama da carroça da vida
antes do nascer do sol

Assim amo a lama
Assim amo a chuva

(Assim falou Zaratustra)

III - Suntuoso eterno


...
O eterno é rico e suntuoso
às vezes um tanto espalhafatoso
às vezes oculto no indizível,
no vão dos gestos e dos dias

É magnífico porque desaparece e reaparece
É aquilo que sempre volta,
sempre sob nova forma,
e, para mim, não se deforma

Na roda, toda permanência se torna instante
e toda noite se torna clara
Assim se consagra a beleza
embeleza-se tudo o que não é

Eterno

terça-feira, setembro 18, 2007

Navegar é preciso...

...
Atribui-se a frase "Navigare necesse; vivere non est necesse" ao general romano Pompeu.

Traduzida por Fernando Pessoa no poema homônimo, ela se torna uma pérola da língua portuguesa: "Navegar é preciso, viver não é preciso".

Em 1968, Caetano Veloso construiu sobre a mesma frase o poema veramente belo transformado no fado que, pelo visto, não consta do famigerado Youtube:

Os Argonautas

O barco
Meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta

O dia, o marco
Meu coração
O porto
Não

Navegar é preciso
Viver não é preciso

O barco
Noite no céu tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada

O riso
O arco da madrugada
O porto
Nada!

Navegar é preciso
Viver não é preciso

O barco
O automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia

O sangue
O charco, barulho lento
O porto
Silêncio!

Navegar é preciso
Viver não é preciso

....

Os instrumentos de navegação representam, para os antigos, o que há de mais exato e, simultaneamente, o que há de mais necessário. Mas nada pode ser mais impreciso que o desejo que, tal como onda, faz deslizar rumo aos mares mais distantes. Dentro do peito bate o coração transbordante, centro pulsante indispensável à vida, que nada em busca de um porto enquanto, paradoxalmente, inquieto foge à toda métrica.

segunda-feira, setembro 17, 2007

II - O Desejo

...

...
O eterno não desvaloriza
é lauto, imóvel, transparente
embora pareça distante
se faz sempre constante
intenso, valioso (e) presente

Névoas de incertezas, medos e tristezas
privam do brilho do que é eterno
como a poeira em uma taça de prata
como densa neblina no pôr-do-sol de inverno

Se é eterno, porém, prevalece
é a poeira que sobe e desaparece
é o vento que leva a neblina
é o brilho que permanece

Meu mundo sempre de noite será feito
mas quanto mais longe se vê
mais claro ele se torna
e cada vez mais perfeito

domingo, setembro 16, 2007

I - Em um piscar

...

...
Em um piscar
a eternidade é só um momento
lento, mas sedento
que envolve e dissimula
sem deixar de se mostrar

Só um momento
a face imóvel, mas movendo
(o) eterno movimento
de ondas rebentar
que enche os olhos num piscar,
como se neles, os olhos,
a lágrima fosse o mar

sábado, setembro 08, 2007

Sempre Deus

“Deus é um ser mágico que veio do nada, criou o universo e tortura eternamente aqueles que não acreditam nele, porque os ama.” (Steve Knight)

Não sei quem é Steve Night e em que situação a frase foi proferida, mas é uma excelente definição, ótima para utilizar em determinadas ocasiões, se é que me compreendem... (!!!) Ela é auto-explicativa

Do be do be do..

...



A frase completa é "Do be do be do ... Do do do be da da da da da da ia ia"
(Strangers in the night. Podem conferir.)

Ha ha... E tenho dito!

terça-feira, setembro 04, 2007

Ingrid Bergman :O

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Estava revendo Casablanca... Pasmo, porque Ingrid Bergman é indescritível. Beleza inebriante e talento pra colocar no chinelo nossas gostosas hollywoodianas do momento (cumprem bem seu papel, elas). Essas cenas clássicas quase fazem esquecer a diferença técnica absurda entre o cinema de hoje e o cinema dos 30´s, 40´s e 50´s, além dos demais contrastes de época.

1942! Há 65 anos! Até assusta pensar...


As time goes by


We´ll always have Paris


Aquelas homenagens de Oscar, imagino eu (ela ganhou 3 e foi indicada pra 12, mas isso não quer dizer)

http://www.imdb.com/name/nm0000006/

http://www.video21.com.br/padrao.php?page=atores_&listar=751&od=1

E viva a Suécia!

sexta-feira, agosto 24, 2007

Os Três Porquinhos

A história dos três porquinhos, varia de geração, cultura, classe social, etc.
Há um novo filme sobre os três porquinhos passando no Telecine com uma história totalmente diferente.
Bom aqui vai uma outra versão da história...

Talvez não seja no mesmo propósito do Sarau... mas e por quê não?


Então:


Os Três Porquinhos - Narrado por um Pai Engenheiro

O filho quer dormir e pede ao pai (ENGENHEIRO) para contar uma história e ele conta a dos três Porquinhos.

Meu Filho, era uma vez três porquinhos ( P1, P2 e P3) e um Lobo Mau, por definição, LM, que os vivia atormentando.

P1 era sabido e fazia Engenharia Elétrica e já era formado em Engenharia Civil.

P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos.

P3 fazia Comunicação e Expressão Visual na ECA.

LM, na Escala Oficial da ABNT, para medição da Maldade (EOMM) era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia aos Pn (onde "n" é um número natural e varia entre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, localizado próximo a Av. Paralela.

Mas nesse promissor perímetro P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos.

Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno que mais parecia um castelo lego tresloucado.

Enquanto P3 planejou no Autocad e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo "o máximo".

Um dia, LM foi ate a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:
- "Uahahhahaha, corra, P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o Conselho de Engenharia Civil para denunciar sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual! "

Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do Conselho já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2.

Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando:
- "Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no cimento."

Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidão ensandecida de ecos-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pixando e entoando palavras de ordem.

Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1. Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.

P1: O que houve?

P2: LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.

P3: Não temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Comunicação e Expressão Visual!

Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu filho! o som correto não é esse.)

LM: P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do Conselho de Engenharia em cima de você!!!, e se for preciso até aquele tal de Confea

Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do...do... comunicador e expressivo visual) LM chamou os fiscais, e estes fizeram testes de robustez do projeto, inspeções sanitárias, projeções geomorfológicas, exames de agentes físico-estressores, cálculos com muitas
integrais, matrizes, e geometria analítica avançada, e nada acharam de errado. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o Greenpeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 era ecologicamente correta.

Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super-comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu ate a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadir.

Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33.300 N (Newtons) LM para cima.

Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade chegou a zero, a 200 metros do chão.

Agora, meu filho, antes que você pegue num repousar gostoso e o Papai te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8 m/s² e que um lobo adulto médio pese 60 kg, calcule:

a) o deslocamento no eixo "x", tomando como referencial a chaminé.

b) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão e

c) o susto que o Lobo Mau tomou, num gráfico lógico que varia do 0
(repouso) ao 9 (ataque histérico).

segunda-feira, agosto 20, 2007

Pensar por si mesmo

Texto tirado do escrito "Pensar por si mesmo", de Shopenhauer.
Li e achei um ponto de vista interessante.

Faz pensar, provoca... e isso é bom...

(...) O efeito que o pensamento próprio tem sobre o espírito é incrivelmente diferente do efeito que caracteriza a leitura, e com isso há um aumento progressivo da diversidade original dos cérebros, graças a qual as pessoas são impelidas para uma coisa ou para outra.
A leitura impõe ao espírito pensamentos que, em relação ao direcionamento e à disposição dele naquele momento, são tão estranhos e heterogêneos quanto é o selo em relação ao lacre sobre o qual imprime sua marca. Desse modo, o espírito sofre uma imposição completa do exterior para pensar, naquele instante, uma coisa ou outra, isto é, para pensar determinados assuntos aos quais ele não tinha na verdade nenhuma propensão ou disposição.
Em contrapartida, quando alguém pensa por si mesmo, segue seu mais próprio impulso, tal como está determinado no momento, seja pelo ambiente que o cerca, seja por alguma lembrança próxima. No caso das circunstâncias perceptíveis, não há uma imposição ao espírito de um determinado pensamento, como ocorre na leitura, mas elas lhe dão apenas matéria e a oportunidade para pensar o que está de acordo com sua natureza e com sua disposição presente.
Desse modo, o excesso de leitura tira do espírito toda a elasticidade, da mesma maneira que uma pressão contínua tira a elasticidade de uma mola. O meio mais seguro para não possuir nenhum pensamento próprio é pegar um livro nas mãos a cada minuto livre. Essa prática explica porque a erudição torna a maioria dos homens ainda mais pobres de espírito e simplórios do que são por natureza, privando também seus escritos de todo e qualquer êxito. Como disse Pope, eles estão:
For ever reading, never to be read.
[sempre lendo para nunca serem lidos.]
(Pope, Dunciad, III, 194)
Os eruditos são aqueles que leram coisas no livros, mas os pensadores, os gênios, os fachos de luz e promotores da espécie humana são aqueles que as leram diretamente no livro do mundo.

No fundo, apenas os pensamentos próprios são verdadeiros e têm vida, pois somente eles são entendidos de modo autêntico e completo. Pensamentos alheios, lidos, são como as sobras da refeição de outra pessoa, ou como as roupas deixadas por um hóspede na casa.
Em comparação com os pensamentos próprios que se desenvolvem em nós, os alheios, lidos, têm uma relação como a que existe entre o fóssil de uma planta pré-histórica e as plantas que florescem na primavera.

A leitura não passa de um substituto do pensamento próprio.
(...)
Assim, uma pessoa só deve ler quando a fonte dos seus pensamentos próprios seca, o que ocorre com bastante freqüência mesmo entre as melhores cabeças.(...)

domingo, agosto 19, 2007

Carole King parte VI - Final

Terminemos a semana Carole king (exatos 7 dias) com mais King´Baladas


Desconsiderem-se as mensagens. Postei este pois é o único vídeo que traz a gravação original...
A música é beautiful, original do perfeito álbum Tapestry, que parece uma coletânea, ficando inacreditáveis 15 semanas em primeiro lugar nos USA e outras tantas pelo mundo, disco citado em todas as coletâneas de discos de Rock, escolhido pela Revista Rolling Stone como o 36º melhor álbum de todos os tempos entre todos os estilo musicais à frente até do Dark Side of The Moon.
É claro que essas "eleições" não fazem nenhum sentido já que é absurdo matematizar o que é relativo a sentimentos e subjetivo. Cito, mesmo assim, para demonstrar a importância que os músicos e críticos lhe atribuem: é o Sgt. Pepper´s da Carole.


So far away, do Tapestry


You´ve Got a friend, também do Tapestry. Uma das música mais tocadas e gravadas dela. Primeiro lugar no mesmo ano com a regravação do James Taylor. Não sou fã dele, mas a música...


Tapestry, a faixa título do álbum, outra linda música...

...
A assim termina a semana Carole King, com suas referências históricas e declarações empolgadas! :D

Carole King parte V - The ballads

Finamente, as Baladas. A Carole possui uma capacidade fora do comum para fazer baladas de Rock.. Figura entre os grande mestres baladeiros Paul McCartney, Brian Wilson e Elton John. Não é verdade?


Mais um clássico: You make me feel (Like a natural Woman), que também tem inúmeras versões, destaque para Aretha Franklin, a "Rainha do Soul".


Carole, na versão original


"It´s toot late, BBC, 1971.. Sensacional.. Som limpo, não precisa embolar o instrumental porque cada instrumento individuamente "tem o que dizer"..

Corole King parte IV - Locomotion

Outra música da Carole que marcou a história do Rock foi "Locomotion", gravada por dezenas, que conseguiu a façanha de ficar duas vezes em primeiro lugar das paradas em décadas subsequentes e em versões totalmente diferentes: com Little Eva em 1962 e com o Grand Funk Railroad em 1974. Obviamente que o sucesso não é necessariamente um indicador de qualidade, às vezes é justamente o contrário. Mas não é o caso dessa figura única cujas músicas conjugam sucesso/popularidade com qualidade/perenidade à moda Beatles...

Uma música perfeita para festinhas!


Versão de estúdio com o Grand Funk


Versão ao vivo, muito engraçada


Carole já com 55 anos, com Slash na banda pensando "Aaah que maravilha estar aqui e não ter que aturar o Axl Rose". Legal o contraste entre a Gibson dele a Fender do outro cara da banda.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Carole King parte III - Still the 60´s

Mais King...


Beatles tocando Carole King no seu primeiro álbum em 1963: "Chains". Eles gravariam, na Rário BBC, "Keep your hands of my babe", já gravada por Little Eva e outros e "Don´t Ever Change", já gravada pelo The Crickets. Curiosidade: Chains é a primeira música gravada oficiamente pelos Beatles em que o George Harrison é o lead vocal.


"Go away Little Girl, com Steve Lawrence em 1962. Essa música foi gravada dezenas de vezes depois por outros cantores/bandas tipo D. Osmond, Johnny Mathis, etc.


Em 1966, The Animals gravando "Don´t Bring me Down".. Que banda! O órgão lembra Doors e a guitarra algo pesado e grave, primórdios de Black Sabbath. Fora A influência inevitável de Beatles e o parentesco com Kinks. Musicão...

terça-feira, agosto 14, 2007

Carole King Parte II - Carole Klein

The 60´s

Caroline Klein nasceu em 1942 no Brooklyn, NY, de uma família Judia. Muito antes de gravar suas próprias canções já era um dos mais importantes compositores da história do Rock, e uma padrão de referência principalmente para os músicos (como no começo não gravava, ela não se fazia tão conhecida para o grande público). Em 1958, com 16 anos, já era compositora profissional. Em 1961, com 19, tinha uma música em primeiro lugar das paradas, fato que iria se repetir muitas e muitas vezes. A primeira foi Take Good Care of my babe, executada por Bobby Vee, que eu nunca ouVee.

Durante os anos 60 a Carole compôs uma série obras-primas, hit em cima de hit, gravados por uma infinidade de bandas e artistas importantes do Rock, Pop, Blues, Jazz, Country, etc. Encontrei alguns no youtube. Pra começar:


"Crying in the Rain", com Everly Brothers, em 1961 ou 1962 (a confirmar). Aquela mesma do A-HA (santos anos 80...)



"Pleasent Valley Sunday", com The Monkees, em 1967. Como sempre imitando os Beatles de modo hilário!

Aliás a Carole fez PENCAS de músicas para os Monkees (!!!). Os caras que tocavam para os Monkees, seja lá quem for, tocavam muito e quando tinham boas canções como as dela deixavam ser meros MACACOS e faziam bonito de verdade!

domingo, agosto 12, 2007

Carole King parte I - Smackwater Jack 1971



A genial "Caroline Reis"

Vídeo de 1971, na BBC de Londres :D


Smackwater Jack
Letras e música de Carole King

Now, Smackwater Jack,
He bought a shotgun
'Cause he was in the mood
For a little confrontation.
He just a-let it all hang loose;
He didn't think about the noose.
He couldn't take no more abuse
So he shot down the congregation.

You can't talk to a man
With a shotgun in his hand.

Now, Big Jim the chief
Stood for law and order.
He called for the guard to come
And surround the border.
Now, from his bulldog mouth,
As he led the posse south,
Came the cry, "We got to ride
To clean up the streets
For our wives and our daughters!"

You can't talk to a man
When he don't wanna understand.
No, no, no, no, no.

The account of the capture
Wasn't in the papers,
But you know, they hanged ol' Smack right then
Instead of later.
You know, the people were quite pleased
'Cause the outlaw had been seized
And on the whole, it was a very good year
For the undertaker.

You know, you know, you can't talk to a man
With a shotgun in his hand.
A shotgun in his hand.
Smackwater Jack bought a shotgun.
Yeah, Smackwater Jack bought a shotgun.
Oh, Smackwater Jack, yeah.
Talkin' 'bout Smackwater Jack, yeah.
Talkin' 'bout a-Smackwater Jack, now.
Talkin' 'bout Smack.
Talkin' 'bout Jack.
Smackwater Jack, yeah.

sábado, agosto 04, 2007

Waking Life



Cena deste filme sensacional

O pior erro que podes cometer é acreditar estar vivo quando na realidade dormes na sala de espera da vida.

O truque é combinar tuas habilidades racionais concientes com as infinitas possibilidades do sonho.

Já é ruim o bastante venderes tua vida desperta por um reles salário. Agora ofereces gratuitamente teus sonhos?

Libertango



Para o mano

quinta-feira, julho 26, 2007

The Elephant Song



Ooooh, que lindiiiinha!
Muito legal

sexta-feira, julho 20, 2007

Confusão.. muita confusão...



aushauhsuahsuhasuhaushuahsuahsuahushaushuhasufhasuf
hsaufhasfuahusahushsaufhasufhaushfuashfuashuahsuhfa
ushfuahsfuhasufhaushfuahsufahsufhausuashusahsuhasus
hausahfuasufhasuhfaushfuahauhaushfuashfuashufhasuhs
auhsauhshau

arf.. arf...

terça-feira, julho 10, 2007

Como vai você?


Um juiz de Niterói entrou com ação de danos morais contra o condomínio porque era tratado como "você". Requerendo indenização mínima de 100 salários mínimos e que o porteiro e os demais condôminos o chamassem de "Doutor" e "Senhor", ou "Senhor Doutor", sob pena de multa diária.

Essa foi a sentença, proferida pelo juiz Alexandre Scisinio..

Tenho minha opinião, mas nem vou comentar..
Apenas cito:

"PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
COMARCA DE NITERÓI - NONA VARA CÍVEL
Processo n° 2005.002.003424- 4

S E N T E N Ç A

Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO contra o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE e JEANETTE GRANATO, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de senhor.
Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de "Doutor", "senhor" "Doutora", "senhora", sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos.

DECIDO.


"O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter." (Noberto Bobbio, in "A Era dos Direitos", Editora Campus, pg. 15).


Trata-se o autor de Juiz digno, merecendo respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo. Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito. Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito. Não deseja o ilustre Juiz tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade. O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente tal dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente.
Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada virtude. Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida.

"Doutor" não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário. Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de "doutor", sem o ser, e fora do meio acadêmico. Daí a expressão doutor honoris causa - para a honra -, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa de homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame. Por outro lado, vale lembrar que "professor" e "mestre" são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado.
Embora a expressão "senhor" confira a desejada formalidade às comunicações - não é pronome -, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir.

O empregado que se refere ao autor por "você", pode estar sendo cortês, posto que "você" não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação. Fala-se segundo sua classe social.
O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe "semi-culta" , que sequer se importa com isso.
Na verdade "você" é variante - contração da alocução - do tratamento respeitoso "Vossa Mercê". A professora de lingüística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome "você", devem ser classificados como formais. Em qualquer lugar desse país, é usual as pessoas serem chamadas de "seu" ou "dona", e isso é tratamento formal.
Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/senhora e você quando usados como prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente.
Na edição promovida por Jorge Amado "Crônica de Viver Baiano Seiscentista" , nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que "você" é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro/São Paulo, Record, 1999).
Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes.
Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso que se diz que a alternância de "você" e "senhor" traduz-se numa questão sociolingüística, de difícil equação num país como o Brasil de várias influências regionais.

Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema interna corpore daquela própria comunidade.
Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa. P.R.I.

Niterói, 2 de maio de 2005.
ALEXANDRE EDUARDO SCISINIO
Juiz de Direito"



sexta-feira, julho 06, 2007

Jethro Tull ao Forno




Momento Culinário...

Jethro Tull ao forno

Massa

500g de Blues
500g de Jazz
600g de Folk Rock bem sovados

Recheio

Dois tabletes de Música Folclórica Escocesa
220g de Hard Rock em tiras
130g de Música Medieval em pó

Cobertura

Um pacotinho de Art Rock e Rock Progressivo
Uma lata de Música Barroca

Seis colheres de Música Vitoriana
Uma pitada de Música oriental
Música Erudita a gosto.

Molho

Várias chícaras de artes cênicas diluídas em ânforas de poesia

Modo de preparo

Misturar tudo de forma meticulosa e aparentemente sem lógica
Deixar 40 anos no forno

:)) Hmmmm.. delícia

domingo, junho 24, 2007

"A Terra Vista do Céu"




Uma exposição com imagens do projeto "A Terra Vista do Céu", do fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, pode ser vista em Bruxelas até o fim deste mês. Com a iniciativa, o ministério de Meio Ambiente da Bélgica quer chamar atenção para problemas ambientais, como os que as ilhas Maldivas já enfrentam por causa do aumento do nível do oceano.



Desde o início, o objetivo do fotógrafo era revelar o estado atual do planeta e as condições em que vivem os seus habitantes. Na imagem acima, Arthus-Bertrand mostra um trabalhador descansando sobre o algodão colhido na Costa do Marfim. Diariamente, cada um deles recolhe entre 15 e 40 quilos do produto.



Com esta foto, Arthus-Bertrand quis chamar atenção para o rápido crescimento no número de veículos motorizados nos países subdesenvolvidos. Os dromedários usados há décadas pelos Tuareg no transporte de sal vêm sendo substituídos por caminhões, que podem transportar, cada um, a carga levada por 250 animais.



As plumas do ibisco vermelho, tradicionalmente usadas nas vestimentas dos índios da região do rio Orinoco, na Venezuela, agora são exploradas comercialmente para a fabricação de flores artificiais. Com menos de 200 mil pássaros em toda a Américas do Sul e Central, a espécie está atualmente ameaçada.



Na primavera de 2001 o rio Saône, na região do Ródano, França, transbordou e inundou. "Mas a natureza não foi a única culpada pela enchente", afirma o fotógrafo. "O homem também teve sua parcela de culpa, por construir em áreas propensas a inundação e por desmatar a região", diz Arthus-Bertrand.

{ fonte: http://bbc.co.uk }

sábado, junho 23, 2007

EU VOLTAREI

EU VOLTAREI

Esse foi o recado do amigo Tony ontem no hospital...
Ele acordou as 21 horas da noite (+ de 40 horas de desmaio)
E já acordou fazendo piada
Eia Tony

Agora fará POLISONOGRAFIAS

Ai ai ai

Bem vindo de volta he he

sexta-feira, junho 22, 2007

Desmaio do Tony

Uma notícia um pouco preocupante pros amigos do Tony

Ele tá internado no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, desmaiado há mais de 36 horas. Quem acompanhou sabe que ele tem esse problema há muito tempo, acha-se que é de fundo neurológico, mas nenhum médico até agora pode fazer um diagnóstico definitivo.

A gente já se acostumou com esse tipo de situação e até faz brincadeiras com os desmaios do Tony, mas acho que a situação está séria demais. Ele nunca ficou tanto tempo desacordado, daqui a pouco serão 40 horas sem reação. Os médicos que o atenderam disseram que não está tudo sob controle dessa vez, mas que a coisa pode ficar grave, e muito, se não forem tomas providências. Ele irá acordar sabe-se lá quando e dirá "ah, não foi nada", mas acho que deixou de ser brincadeira. Acho que está na hora de pegar no pé dele pra que faça todos os tratamentos necessários e isso não se torne um problema grave ou irreversível

Acorde logo rapaz!

Abraços...

segunda-feira, junho 18, 2007

Paul McCartney 65 anos e o mendigo eletricista

65 anos!
Hoje é o aniversário de um gênio, de um cara admirável, cujas músicas e cuja biografia representam algo difícil de explicar. Chorarei no dia em que ele vier a falecer, é o que ocorreu hoje, coisa que não tenho nenhum pudor em dizer, em detrimento da grande parcela machista e recalcada da sociedade, seu conceito estúpido de hombridade, sua incapacidade de conceber a(s) grandeza(s), e a atitude "democrática" por excelência (quanta ignorância), que é relativizar tudo, tornar tudo tão importante quanto qualquer outra coisa, para combater tudo que tenha valor, qualquer atitude ou personalidade que se sobressaia não por dinheiro ou poder (coisas que qualquer um poderia ter), mas por fatores subjetivos, humanos, únicos.

"Live and Let Die" na minha interpretação fala do rancor vingativo daqueles que matam dentro de si próprios o espírito da juventude, a vontade de viver com beleza e "tesão". Em vez de encarar a vida de coração aberto e sem medo, surpreendendo-se a cada novo dia, sentem o mundo como algo opressor, por trás é claro de muitas fachadas: sadismo, status social, poder, etc. Resignados, presos à rotina, amargos. Uns querem a pena de morte sem ter argumentos. Quase todos ficam felizes que a "Friboi" compra a "Swift" por 1,4 bilhões de dólares e agora vai abater dois bois a cada segundo com descargas elétricas e marretadas, o que vai aumentar em muito o lucro.. Só não falam do custo ambiental disso, que estamos acabando com a água potável e as florestas latino-americanas para saciar a obsessão por hambúrgueres dos norte-americanos, o povo mais obeso do planeta. Não falam que o "lucro" será de meia dúzia de empresarios e especuladores, e não para do "Brasil". Acham normal os palestinos estarem se matando, porque afinal "é só o que eles sabem fazer" mesmo, como se fosse um determinismo biológico. E ninguém se espanta com as calçadas cheias de aleijados que tem a audácia de pedir esmola "pra beber cachaça".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u300530.shtml

Há duas semanas dei roupas a um mendigo bebendo cachaça na esquina de baixo da rua. Ele ficou muito emocionado com as roupas e ainda mais com o fato de alguém ter ficado conversando com ele. No dia anterior tinha sido espancado por um militar, porque estava com calças verdes. O "macho" disse: "agora é proibido usar essas roupas, só militar, seu bêbado imundo". Depois de desferir algumas coturnadas deixou-o na lama. Não deve ter suportado o fato de um pobre coitado estar usando calças que podiam ser as dele. Sentiu-se rebaixado, provavelmente teve o pressentimento de que ele próprio não passava de um verme e decarregou sua raiva sobre um indefeso, a raiva de saber que nunca irá realizar nada mais valoroso do que bater em mendigos e talvez na mulher e nos filhos. Se ele morasse numa cidade grande poderia ser um daqueles que batem na outra torcida quando o time perde.

O "mendigo" era um bom eletricista e não conseguiu mais emprego, perdeu a mulher e começou a beber pra esquecer seus sofrimentos, "cachaça de um real", disse o porteiro do prédio que o conhecia. Quando me despedi o eletricista disse que ia contar pra todos que tinha um amigo. Subi angustiado o elevador, como quem recebe um enorme elogio sem tem feito por merecer. Como vou ficar orgulhoso por ter dado três meras mudas de roupas que nem usava mais pra uma pessoa que está passando fome e frio porque está desempregada, e ninguém quer nem pra cortar o jardim nem pra travar uma conversa? Porque ninguém se espanta mais com essas coisas? Seria o "machão" da estória um "bebê chorão"? Um covarde? Seriam o desprezo pela vida alheia, a violência e o mau humor sintomas de uma caráter covarde? Quanto de covardia exite em cada um de nós?

Bem, pra quem gosta...
Palmas pro nosso Paul que consegue transformar uma encomenda pro 007 nessa maravilha!

Repare que sarro ele dizendo que acha as pipocas do cinema americano melhor que as pipocas dos filmes europeus auhauhauhau.... Ele diz que está assistindo o filme por causa da trilha sonora, que as imagens ficam a segundo plano... E que ele tem que admitir que o filme facilita o trabalho da música, assim como as pipocas auhauhauahauh




Jailhouse Rock (Elvis Presley)

She (Charles Aznavour)



SHE

She may be the face I can't forget
The trace of pleasure or regret
Maybe my treasure or the price I have to pay
She may be the song that summer sings
May be the chill that autumn brings
May be a hundred different things
Within the measure of a day

She may be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a Heaven or a Hell
She may be the mirror of my dreams
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell....

She, who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She maybe the love that cannot hope to last
May come to me from shadows in the past
That I remember 'till the day I die

She maybe the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I care for through the rough and ready years

Me, I'll take the laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is
She